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Outonal

Com duas taças, descemos ao jardim e aí saboreamos as delicias terrenas, na hora em que a luz baixa e toca aqueles que, como nós, procuram. Podemos dela esperar tanto, e ainda em espanto, enquanto se apaga, guardamos a promessa. Promessa feita quando aqui chegamos, ainda pouco cientes do que nos esperava e se nos abria nas mãos a romã. E deve ter sido num Outono, pois só ele dá a romã ao Homem, que tem primeiro de se iludir de Primavera, depois romper no Estio, para se encontrar perante o ocaso e finalmente saborear o fruto vermelho. E este saboreia-se com os olhos, os mesmos olhos que viram o bem e o mal, que choraram e riram, os mesmos olhos que viram a face de Anteros e com esses mesmos olhos desci eu ao jardim para ver, apenas ver: abrigo cálido, construído do frágil fio vegetal, que é de luz, mas também embuste que nos separa.   
Eu sei que o jardim nos separa. Mas terei sempre a Flor da Helleborbus,  ela cresce à sobra desses dias outros, e juro que uma só me basta para não esq…

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